O desrespeito aos direitos sociais!!!
A Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948 estabelece em seu artigo 1º que “Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos”, a teoria é realmente maravilhosa, poderia dizer até poética, mas a prática é indiscutivelmente destoante com o conceito. No Brasil a respeitabilidade desse direito universal não se aproxima da teoria, o desrespeito à dignidade humana é patente e se manifesta em seu maior grau nas classes mais pobres, que são desguarnecidas da efetivação de direitos e garantias individuais e sociais.
Efetivar com qualidade os Direitos Sociais no Brasil não é tarefa fácil. Estimativas afirmam que melhorias significativas têm ocorrido em diversos segmentos a exemplo de educação, saúde, moradia, trabalho e segurança, mas por outro lado dizer que esses direitos estão a contento é no mínimo uma falácia. O Governo apresenta propagandas que mostram que 98% das crianças estão matriculadas, mas o esquece de ressaltar que menos de 50% concluem o fundamental, e que em muitas cidades professores recebem menos que o piso salarial estabelecido. Esse é o Brasil de “Todos pela Educação”, todos quem? Professores que oferecem o máximo de si, mesmo recebendo salários que não está de acordo com a responsabilidade que lhe é atribuída, ou de uma parcela de alunos da rede pública que se esforçam, mesmo diante da falta de estrutura física e pedagógica das escolas.
A Saúde pública brasileira também precisa passar por uma reforma administrativa, a superlotação dos hospitais, falta de estrutura física, pessoas amontoadas pelos corredores, agregam fatores que desrespeitam violentamente os direitos do cidadão. Não obstante, esses problemas vão além da falta de estrutura hospitalar, a dificuldade de efetivação de uma saúde pública de qualidade no Brasil está associada também à má distribuição de renda, as más condições habitação, água, esgoto e uma série de outros requisitos que infelizmente não se consagram em nosso país.
O direito à moradia no Brasil também não alcança sua plenitude, apesar de existirem projetos habitacionais que proporcionem às famílias de baixa renda a possibilidade de adquirirem a casa própria, e ressalto que medidas como essa são imprescindíveis para diminuir o problema da favelização, por outro lado, não resolve o dilema daqueles que Hannah Arendt denomina “pessoas sem lugar no mundo”, aquelas que simplesmente estão jogadas a própria sorte, e não tem ao menos por quem serem exploradas. Essas pessoas sobrevivem debaixo dos viadutos, nas caçadas, em barracos, não tem acesso ao mínimo que um ser humano precisaria para viver com dignidade, são desprovidas de todos os direitos sociais, muitas delas não possuem ao menos uma identidade, é como se essas pessoas não existissem, ou será que nos lembramos do rosto daqueles que pedem esmolas nas calçadas? A realidade é que nossa sociedade infelizmente produz filhos desgraçados, que se apegam a uma esperança milagrosa de que a realidade possa ser menos cruel.
A pobreza gera violência e insegurança, o tráfico tomou conta das cidades, traficantes mostram com sordidez seus poderes de organização, usuários se tornam criminosos, roubando e cometendo as maiores atrocidades para sustentar um vicio que destrói a si mesmo, a família e a sociedade, tendo em vista que submundo das drogas tem aumentado significativamente a violência em nosso país. Isso acontece, porque na década de 90 o Brasil não cuidou do “cheira cola”, em 2000 não conteve a proliferação da maconha, e em consequência disso, em 2012 vivemos a era devastadora do crack.
Ah, mas a República Federativa do Brasil fundamenta-se em Estado Democrático de Direito, que infelizmente não funciona quando a policia mete o pé na porta de gente inocente na favela, mas que se consagra quando ela mete a mão na maçaneta de gente abastada. Em tese o que vemos é o desrespeito a dignidade humana, aos direitos sociais, em um país “bonito por natureza” , pátria essa, que faz das tripas coração para realizar uma copa do mundo, e faz o que dá para assistir “ os filhos que deste solo és mãe”.
Efetivar com qualidade os Direitos Sociais no Brasil não é tarefa fácil. Estimativas afirmam que melhorias significativas têm ocorrido em diversos segmentos a exemplo de educação, saúde, moradia, trabalho e segurança, mas por outro lado dizer que esses direitos estão a contento é no mínimo uma falácia. O Governo apresenta propagandas que mostram que 98% das crianças estão matriculadas, mas o esquece de ressaltar que menos de 50% concluem o fundamental, e que em muitas cidades professores recebem menos que o piso salarial estabelecido. Esse é o Brasil de “Todos pela Educação”, todos quem? Professores que oferecem o máximo de si, mesmo recebendo salários que não está de acordo com a responsabilidade que lhe é atribuída, ou de uma parcela de alunos da rede pública que se esforçam, mesmo diante da falta de estrutura física e pedagógica das escolas.
A Saúde pública brasileira também precisa passar por uma reforma administrativa, a superlotação dos hospitais, falta de estrutura física, pessoas amontoadas pelos corredores, agregam fatores que desrespeitam violentamente os direitos do cidadão. Não obstante, esses problemas vão além da falta de estrutura hospitalar, a dificuldade de efetivação de uma saúde pública de qualidade no Brasil está associada também à má distribuição de renda, as más condições habitação, água, esgoto e uma série de outros requisitos que infelizmente não se consagram em nosso país.
O direito à moradia no Brasil também não alcança sua plenitude, apesar de existirem projetos habitacionais que proporcionem às famílias de baixa renda a possibilidade de adquirirem a casa própria, e ressalto que medidas como essa são imprescindíveis para diminuir o problema da favelização, por outro lado, não resolve o dilema daqueles que Hannah Arendt denomina “pessoas sem lugar no mundo”, aquelas que simplesmente estão jogadas a própria sorte, e não tem ao menos por quem serem exploradas. Essas pessoas sobrevivem debaixo dos viadutos, nas caçadas, em barracos, não tem acesso ao mínimo que um ser humano precisaria para viver com dignidade, são desprovidas de todos os direitos sociais, muitas delas não possuem ao menos uma identidade, é como se essas pessoas não existissem, ou será que nos lembramos do rosto daqueles que pedem esmolas nas calçadas? A realidade é que nossa sociedade infelizmente produz filhos desgraçados, que se apegam a uma esperança milagrosa de que a realidade possa ser menos cruel.
A pobreza gera violência e insegurança, o tráfico tomou conta das cidades, traficantes mostram com sordidez seus poderes de organização, usuários se tornam criminosos, roubando e cometendo as maiores atrocidades para sustentar um vicio que destrói a si mesmo, a família e a sociedade, tendo em vista que submundo das drogas tem aumentado significativamente a violência em nosso país. Isso acontece, porque na década de 90 o Brasil não cuidou do “cheira cola”, em 2000 não conteve a proliferação da maconha, e em consequência disso, em 2012 vivemos a era devastadora do crack.
Ah, mas a República Federativa do Brasil fundamenta-se em Estado Democrático de Direito, que infelizmente não funciona quando a policia mete o pé na porta de gente inocente na favela, mas que se consagra quando ela mete a mão na maçaneta de gente abastada. Em tese o que vemos é o desrespeito a dignidade humana, aos direitos sociais, em um país “bonito por natureza” , pátria essa, que faz das tripas coração para realizar uma copa do mundo, e faz o que dá para assistir “ os filhos que deste solo és mãe”.
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