quinta-feira, 12 de julho de 2012


A Educação: estratégia pra ganhar voto


Estudar no Brasil nunca foi coisa fácil. Se em algum momento não havia oportunidade à porta e as crianças eram obrigadas a trabalhar desde cedo, hoje a história se repete em todos os cantos do país, e o pior: esbarra na falta de compromisso dos gestores dos municípios, dos estados e da nação. 

Quando se prega que a educação é fundamental para formar verdadeiros cidadãos e profissionais renomados, se espera, evidentemente, que haja escola pública de qualidade, calendário escolar no tempo certo, salas com a menor condição possível para professores e alunos, bibliotecas públicas acessíveis, acessibilidade, transporte, professores bem remunerados, etc. etc. etc. 

Mas, há décadas que a escola pública vem perdendo pra ela mesma. Dizer que as unidades particulares ganham cada vez mais espaço é verdade, mas isso é por conta da demanda das cidades em desenvolvimento e de pontuais transferências. Um ou outro aluno é que deixa a escola pública e migra para a particular. Mas a grande maioria não pode pagar nem mesmo pra chegar à escola, muito menos pra estudar. E as crianças que só vão estudar por conta da merenda? 

Estudei em escolas de renome dentro da cidade de Maceió mas foi nas ‘bancas’ do Colégio Olavo Bilac, em Maceió, que fiz meu antigo segundo grau. Naquela época (anos 90), a diferença entre escola pública e particular era apenas por que uma era de graça e a outra tinha que pagar. A divisão estava na condição financeira, mas a qualidade do ensino colocava qualquer um na disputa do vestibular em condições de igualdade, e isso se comprovou quando sai de uma escola supletiva e fui direto para o curso de Engenharia Sanitária no CESMAC.

Aí veio a greve, depois outra e mais outra e a falta de compromisso do governo (como um todo) e o descaso - bola de neve - que derrubou a peça principal para a construção de uma nação de verdade. Nos dias atuais, até o ensino superior começa a ser bombardeado e o caos se avizinha.

Pasmem! Alunos aprovados para o segundo semestre no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) para a Universidade Federal de Alagoas (UFAL) não poderão realizar a matrícula para o segundo semestre 2012. O impedimento é a greve dos servidores técnicos administrativos desta e de outras dezenas de instituições de ensino superior públicas brasileiras que seguem paradas, sem previsão de retorno. Com atividades paralisadas, o calendário está atrasado e as matrículas só podem ser realizadas após a conclusão do primeiro semestre letivo de 2012. 

Em ano de eleição é bom ficar atento, pois a palavra Educação será muito usada como bandeira de luta, em busca de votos. Ouviremos, sem dúvida, promessas e garantias de que o tema será prioridade e isso será quase um ‘cartão de visitas’ de alguns candidatos a vereador e a prefeito da minha e da sua cidade. 

Abra o olho eleitor, procure dessa vez votar com consciência e não fazer como uns e outros que vendem seu precioso voto por 50, 100 ou até mesmo 30 reais, pensando ele que amanhã ou depois terá o direito de cobrar algo daqueles a quem vendeu seu voto.

Lembre-se: seu voto não tem preço e o valor pelo qual você possa vendê-lo, não irá durar os 4 anos que o mandato dura.



Pense nisso!!!

Nenhum comentário:

Postar um comentário